Literalmente a maior e mais extensa campanha em defesa da natureza piauiense. O movimento ambiental teve início no segundo semestre de 2006, e se prolonga até os dias atuais (19 anos depois, quase duas décadas!)
Movimento
- Campanha nacional pela criação do Parque Nacional Serra Vermelha.
- Produção de 10 cartazes físicos com circulação nacional em alguns eventos.
- Participação no Brasil e no exterior em eventos científicos, governamentais ou ambientais, como na Conferência das Nações Unidas contra a Desertificação, em 2007, na Argentina.
Conquistas
- Preservação de 300 mil hectares da Serra Vermelha que foram incorporados ao Parque Nacional Serra das Confusões, levando a unidade de conservação que tinha um pouco mais de 500 mil hectares, para um parque com mais de 823 mil hectares, a maior reserva federal no bioma Caatinga.
- Repasse ao Estado do Piauí de R$ 150 milhões do orçamento do Governo Federal (dez/2010), como “indenização” ao Governo do Piauí pela “preservação” da área.
Essa é a MAIOR prova (factual, física, real), de que a preservação ambiental traz resultados e gera divisas incalculáveis!
Quase 20 anos depois, o condomínio que supostamente fez a grilagem da terra continua na área com projetos mirabolantes e políticos, e o parque nacional, que seria o quinto do Piauí, elevando o status de conservação a um patamar capaz de atrair investimentos do mundo inteiro, nunca foi criado.
A campanha Salve a Serra Vermelha alcançou sua vitória histórica em 5 de junho de 2026 (Dia Mundial do Meio Ambiente), após cerca de 20 anos de mobilização da sociedade civil, de cientistas e de ambientalistas.
O Governo Federal oficializou, por meio de um decreto presidencial assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a incorporação da Serra Vermelha ao Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí. [1, 2]
André Pessoa, fotógrafo